Sobre nada

Em idas e vindas da vida vamos nos percebendo. Olhamos pela janela e pensamos na imensidão do mundo. Por um instante sentimo-nos insignificantes, mas basta uma mensagem de um amigo para que percebamos o outro lado.

Penso que somos um livro sem final, ou um seriado que não teve continuação, daqueles que ficamos bem curiosos para saber o que aconteceu.

Caímos, levantamos. Muitas vezes o mundo nem percebe nossas aflições. Outras vezes, fazemos questão de que não nos vejam. E tentando diariamente vamos seguindo.

A saudade é uma palavra presente em nosso vocabulário… Parece que nascemos para lamentarmos o leite derramado ao invés de viver o agora. Parece que as coisas começam a mudar quando passam a doer. Ninguém muda quando se está cômodo.

Numa tentativa frustrada de possuir um futuro promissor, a sociedade vai caminhando. Entre altos e baixos de angústia vamos nos pendurando em sintomas.

Cansados de sermos nós mesmos mas com a mínima vontade de sermos diferentes. Só reclamamos… Da comida, da chuva, do salário, do transporte, do governo… Mas onde está a sua responsabilidade nesta queixa?

Esse texto talvez não esteja fazendo o menor sentido. Na verdade nem quero que o faça. Só quiz dizer o quanto as coisas são desorganizadas e o quanto conseguimos piorar. E ainda, o quanto poderíamos ter sido melhores antes que elas quebrassem, mas preferimos não nos responsabilizarmos de manhã, para então chorarmos a noite.

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