Relacionamentos tóxicos

            Conheço muitas pessoas que permanecem por longos períodos em relacionamentos que não tem como dar certo. Mas, como revoltados sem causa insistem que o mundo – e as evidências a um palmo dos seus olhos – estão errados, e que tudo bem sofrer, tudo bem chorar, tudo bem, as coisas vão se acertar em algum momento, no final das contas. Apresento-lhes os tão famosos: relacionamentos tóxicos.

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            Tudo que vivemos, independente de qualquer coisa, deve ser encarado tal como é, ou se tornará daquele momento para frente, ou em algum dia: um aprendizado. E, apesar de ter certeza disso, às vezes me pergunto até onde o aprendizado valeu, ou se partimos dessa ideia para amenizar a sensação de tempo perdido que não voltará jamais.

            Às vezes aceitamos passar e aturar muitas coisas das quais simplesmente não tem explicação. Por que sério, não tem como explicar mentiras, enganações, brigas, estupidez, e vários derivados de grosserias que esses relacionamentos tóxicos trazem de brinde.

            Algumas pessoas conseguem manipular outras de tal forma que seus erros tornam-se da outra pessoa, é como se suas atitudes fossem em prol de anular o outro, atacar o outro. O problema mais sério nisso tudo, é que a pessoa manipulada não tem noção do que está acontecendo ou não sabe o que fazer com isso e aceita sua “culpa”, se anula sem ter consciência do que está vivendo.

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            Inevitavelmente, e diria também, felizmente, vez ou outra esses relacionamentos tóxicos – e consequentemente, fadados ao fracasso – chegam ao fim, independente de qual das partes (em um primeiro momento) o fim tenha surgido, é o momento onde o sofrimento bate, onde os sentimentos afloram, e por fim, – e finalmente -, a pessoa anteriormente anulada cai em si de tudo o que aconteceu.

            Neste momento um misto de sentimentos acontece: raiva, ódio, vazio, tristeza, uma sensação de que nada dará certo e de que sua vida a partir de agora será sozinha para sempre, por que já se tem medo de viver as mesmas situações novamente.

            Acontece que no fim das contas e graças a Deus a vida continua, o tempo se encarrega de amenizar as dores, de substituir velhas feridas por novas lembranças. Você passa a entender que ser feliz é uma escolha, uma escolha que você deve fazer, e tal escolha não depende de ninguém além de você. Iniciei este texto, confesso, sem saber ao certo sobre o que falaria hoje, e termino-o com uma frase um tanto clichê: “entre doidos e doídos, escolha não acentuar”.

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            Lembre-se que amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada, e o que vai acontecer depende principalmente de você. Este não é um texto de autoajuda e não foi feito em cima de estudos aprofundados sobre o tema. Pensamentos fluíram, palavras transbordaram!

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