Estou só

Vejo-me a beira de um precipício, a dúvida entre pular ou cair fora me corrói, dilacera cada centímetro do meu ser. Por hora me sinto um vulcão em erupção, como se nada pudesse me conter. Olho para os lados em busca de alguém que me compreenda e me sinto só, estou só.

Estou só, porque ainda que eu confidencie meus maiores temores, cabe somente a mim decidir entre ir ou ficar. Estou só, porque ainda que alguém me escute, não tem noção de como é ou está o meu mundo interior, o mundo que eu construí e que somente eu tenho acesso e, portanto, somente eu posso julgar qual é o melhor caminho a seguir.

Tudo está tão incerto, imprevisível, todas as possibilidades causam-me angústia, mas preciso escolher, é necessário para que a vida flua, para que as mudanças possam acontecer. Principalmente, para que eu possa lembrar, que ainda que tudo dê errado, escolhi isso porque naquele momento julguei como certo.

Apesar da imprevisibilidade da vida, não há nada pior do que não escolher, porque afinal, renunciar também é uma escolha, ficar em cima do muro, deixar as coisas acontecerem, as oportunidades se perderem, também é uma escolha. Escolher errado é menos frustrante do que perder chances por falta de coragem de viver plenamente o único momento que se tem controle na vida: o presente.

Leia também: Vida tão incerta!

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