Esse ano precisa ser bom

Leia também: Como transformar seu ano novo no melhor ano

Há alguns minutos atrás eu senti vontade de escrever. Pensei algumas vezes se deveria buscar o note e escrever novamente algo que não publicaria em lugar nenhum ou algo que teria de ser mascarado por personagens distorcidos para contar um fato da minha vida. Quando decidi que sentir vontade de escrever depois de tanto tempo sem fazer isto era algo maravilhoso, levantei da cama e aqui estou escrevendo.

Esse novo ano começou e junto dele estavam alguns sentimentos de melancolia por nunca terminar o ano com todas as pretensões e desejos realizados. O feliz ano novo nunca é tão feliz para mim e obviamente, este ano não foi diferente. Exceto por um único ocorrido: “O tapa na cara italiano!” Eu poderia relatar este acontecimento em todos os detalhes para vocês, mas acho que essa história merece virar uma estória mais romantizada em algum outro momento da vida.

O tapa na cara italiano me presenteou com um misto de sentimentos e um deles, claro, foi de querer conhecer a Itália. Desejo esse que ressuscitou em mim depois de muitos anos enjaulado. Como agora eu não tenho a mínima possibilidade de conhecê-la, resolvi ler um livro (a melhor das soluções para o momento, claro).

Peguei-me lendo um livro que estava guardado na estante por alguns bons três anos e dali nunca saiu. Ah, mas que “bello” presente do destino ser apresentada para esse querido livro no qual o enredo se passa na Itália. Peguei-me em alguns momentos das férias enclausurada dentro de um quarto enquanto lá fora havia um sol grandioso me chamando. Enclausurada na Itália, viajando através de palavras e conhecendo essa cultura tão deliciosa.

Depois de rir com algumas irônicas frases da autora, conheci o Dennis Ha-Ha e o Luca Spaghetti (que não deixa de ser um nome engraçado, inclusive na Itália). Esses dois caras, personagens secundários do livro, foram o insight que eu precisava. Ao ler o nome Dennis Ha-Ha não conseguir ter outra reação a não ser, gargalhar. Eu estava sozinha no quarto, em uma posição já não muito confortável por estar assim há horas, lendo um livro que já estava na minha vida há tempos. Quem diria?! Quem diria que tudo que eu precisava para acabar com a melancolia de final/inicio de ano era um tapa na cara italiano?

Novamente me peguei repetindo os nomes com certo sotaque: Dennis Ha-Ha e o Luca Spaghetti, Dennis Ha-Ha e o Luca Spaghetti, Dennis Ha-Ha e o Luca Spaghetti…Dennis hahahahahaha! Como será  ter uma risada de sobrenome? Me questionei se Dennis seria feliz por isso. Como será morar na Itália e ter spaghetti de sobrenome? Me senti feliz por Luca. Ele sempre se apresentaria e faria seus recém conhecidos rirem de uma piada pronta e pastelão. E pastelão combina com spaghetti, entendeu?

Parece bobo, não é mesmo? Mas são nesses momentos que percebo o quanto a vida é simples, e por que não, boba. O quanto um livro me faz perceber as coisas simples da vida. No quanto uma piada pronta te faz gargalhar, no quanto coisas simples te fazem perceber a grandiosidade da vida e no quanto um personagem aleatório com um nome engraçado te faz perceber os presentes que a vida lhe oferece.

Enquanto eu ria o único pensamento na minha cabeça era: “esse ano precisa ser bom! Esse ano será bom. Esse ano eu me deixarei invadir pela simplicidade da vida. Meu Deus, como é fácil ser feliz”

Meu Deus, como é fácil ser feliz.

Eu não gosto de promessas de ano novo, eu gosto de objetivos. Esse ano, mais do que o ano passado e ano que vem mais do que esse, o meu objetivo é ser feliz. Cada dia mais e mais. Afinal, quais os motivos você tem para ser infeliz? Se a vida te der motivos para ser infeliz ela também te dá chances de mudar essa realidade, não é? E agora passei a acreditar ainda mais em algo que um conhecido italiano me disse: Mayara, la vita è bella!

Feliz ano novo!

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