A geração do “faça o que eu falo mas não faça o que eu faço”

A geração do “faça o que eu falo mas não faça o que eu faço” se caracteriza pelo simples fato de ter ótimas ideias, listar projetos incríveis, mas nunca colocar em prática de verdade.

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As pessoas estão mais ativas

Com o acesso à mais informação, as pessoas estão cada vez mais ativas. Cada vez mais recebendo estímulos e incentivos a criar projetos, ter ideias e etc. Mas o que muitas não fazem, é de fato botar em prática. Fazer acontecer. Começar. Sim, escrevo esse texto porque me enquadro nesta situação. Todo dia a gente lista em nossa cabeça um milhão de ideias do que fazer com a nossa vida. Sair pelo mundo sem destino e fazer bicos para ter a grana da semana, desenvolver projetos digitais que um dia possam nos dar dinheiro, ser empreendedor e gerar empregos, estudar muito e ser um profissional renomado na área de atuação, etc.

É tanta coisa que a gente pensa, logo, não executa. Claro, a gente não consegue fazer tanta coisa em tão pouco tempo, mas em pouco tempo a gente consegue pensar em um milhão de coisas. E essas coisas vão assustando a gente, porque cada vez mais nos deixa confuso com relação ao que fazer. Dar tiro para tudo quanto é lado pode frustrar todas boas ideias, pois faremos sem muita dedicação. E um tiro apenas pode não ser certeiro.

E isso tudo, na maioria das vezes, pode resultar em uma situação: Não fazer nada do que se pensou. Sim, aquelas ideias de mudar o mundo para melhor, de ir trabalhar de bicicleta, de oferecer seu quarto para estrangeiros que estão de viagem, de dar carona no seu carro para pessoas estranhas, podem nunca sair do papel. É difícil. Nossa geração cresceu com a pressão de ser superativo, de ser multifunção, de ser pró-ativo. Não que isso seja ruim, pelo contrário. Mas precisamos urgentemente organizar isso tudo na nossa cabeça. Aprender a separar ideias, executa-las aos poucos, não ser apressado nem tomar decisões precipitadas. Como conseguir isso? Com experiência. Errando. Sendo apressado quando não deveria ser. Tomando decisões precipitadas. Afinal, é assim que a gente aprende.

Tenha calma e rale muito

Entre tantos desafios, a geração do “faça o que eu falo mas não faça o que eu faço” precisa, mais do que nunca, começar a fazer. Não só a falar. Não só escrever no papel e deixar na gaveta. Essa geração precisa aprender a ter calma e paciência. Aprender a olhar para o Uber e para o Airbnb e ver que eles não tiveram apenas a ideia. Eles executaram e ralaram muito. O projeto pronto e na mídia é apenas a ponta do iceberg. Aliás, essa geração precisa entender mais do iceberg submerso e enxergar o suor nas boas ideias. Talvez, assim, consigamos alterar o nome da geração para: “a geração do faça o que eu faço e aprenda com o que eu digo”.

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